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Crônica: Quando um homem muda milhões

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Outubro de 2015. Liverpool em mal momento na Premier League, Brendan Rodgers sob olhar de desconfiança e sem conseguir dar consistência ao time. Resultado: demissão após empate no merseyside derby. Criava-se aí uma expectativa sobre qual seria o novo treinador, um “novato” ao estilo Rodgers ou um cascudo, experiente? Por parte da torcida, a maioria sempre teve como desejo um tal de Jurgen Klopp, com grande trabalho afrente do Borussia Dortmund, levando os auri-negros ao bicampeonato alemão e vice da champions. Eis que a expectativa se tornava realidade.

Chegava ao clube o “Normal One”. Klopp, alemão de 49 anos, com passagens por Mainz 05, onde iniciou a carreira de treinador, e Dortmund, onde se consolidou como um técnico top de linha, colocava os pés em Anfield Road cercado de estrema expectativa e com o objetivo de fazer com o Liverpool o mesmo feito com o time da muralha amarela, voltar a disputar títulos.

Logo de cara pôde-se perceber as mudanças e virtudes do treinador. A equipe passou a correr muito mais, de 107,8 km com Rodgers para 113,4 km com Klopp. Além disso, a equipe teve mudanças no estilo de jogo, deixando a posse de bola pouco objetiva para um estilo de explorar os contra-ataques e atacar e defender de maneira intensa.

Contudo, muito mais do que mudar tática, estilo de jogo e estatísticas, Klopp conseguiu recuperar algo antes á muito esquecido pelos lados de Anfield, a confiança, por parte dos jogadores, torcedores e imprensa. Vitórias sobre Chelsea e Manchester City logo nos primeiros meses de clube ajudaram a alavancar a moral do treinador que rapidamente conquistou a todos com seu jeito alegre, descontraído, carismático e alucinado.

Os torcedores adoram o treinador, o idolatram. Atualmente, a tal da confiança é grande em torno do alemão. Um exemplo claro é o fato de que hoje, quando há algum resultado negativo, a torcida encara como algo “normal”, a ser resolvido. Antes, derrotas ou sequências de resultados negativos serviam para dar dor de cabeça aos torcedores.

Outro exemplo está sobre as contratações feitas pelo clube com aval de Klopp. Na era Rodgers, jogadores poucos conhecidos que eram contratados chegavam sob enorme desconfiança. Com Klopp, jogadores do mesmo patamar, Karius e Klavan, chegam com olhares diferentes, onde o sentimento é de confiança de que o atual treinador sabe o que está fazendo e que fará destes jogadores, atletas de suma importância e qualidade á equipe.

E disso não se pode desconfiar, basta ver o quanto Matip e Mané estão jogando. Além disso, o alemão já mostrou capacidade de tirar o melhor de cada um, vide jogadores como Firmino, Lovren, Henderson e Lallana. A capacidade de tirar do plantel o melhor de cada um mostrou-se notável na temporada passada ao levar os Reds ás finais de Copa da Liga e Liga Europa.

Na atual temporada, a equipe se encontra na terceira posição na Premier League com 30 pontos, quatro a menos que o líder Chelsea, e nas semifinais da Copa da Liga, onde enfrenta o Southamptom. Os resultados até aqui condizem com toda a expectativa criada antes do início da temporada sobre um Liverpool sem disputas europeias e vindo de uma pré-temporada sob comando de Klopp, além de um plantel com jogadores de agrado do treinador.

Vivo em todos os campeonatos que está disputando e com chances reais e não esporádicas de levantar algum caneco, o torcedor do Liverpool hoje consegue sentir-se confiante quanto ao time, algo que não acontece a muitos anos. Jogadores já relataram o quanto o treinador eleva a moral de cada atleta com seu modo vencedor e confiante de pensar. Resta agora esperar para ver o que o futuro reserva para Liverpool e Klopp, que mesmo sem terem conquistado algum título juntos, já possuem uma relação de estrema confiança e respeito. YNWA.

Crônica de Hirley Roberto Trierweiler