Texto por Colaborador: A. Rother 23/05/2026 - 01:00

Há algo de incomum em sentir uma pontada de tristeza quando seu maior rival anuncia que está indo embora. Mas é exatamente isso que Josh Sexton, do The Anfield Wrap, descreve ao comentar a saída de Pep Guardiola do Manchester City — publicado via BBC.

Para Sexton, a despedida de Guardiola representa o encerramento de um capítulo do futebol inglês. Um período que, curiosamente, o torcedor passou a apreciar com o tempo — facilitado, ele admite, pelo fato de o Liverpool não ter representado ameaça alguma ao City nesta temporada. As coletivas de imprensa cada vez mais bem-humoradas de Guardiola e sua postura compassiva ajudaram a humanizar o personagem que, por anos, foi o principal pesadelo de Anfield.

O respeito sempre esteve lá. As ressalvas sobre o sucesso financeiro do City existem, mas a grandeza de Guardiola como treinador é quase inquestionável. Com a saída de Jurgen Klopp em 2024, parecia natural que o homem com quem ele travou uma das rivalidades mais intensas do futebol moderno também fosse seguir em frente.

Sexton lembra que os padrões estabelecidos por Klopp e Guardiola distorceram o que se entende por pontuação de campeão. O Arsenal venceu o título nesta temporada com no máximo 85 pontos — uma redução considerável em relação à época em que Liverpool e City ultrapassavam os 90 regularmente. A campanha de 2019-20, em que os Reds conquistaram o título com folga saindo de 27 jogos invictos, foi o auge de um duelo que elevou o nível da Premier League a patamares raramente vistos.

Com Guardiola fora, a barreira para disputar o título provavelmente cairá. E para o torcedor do Liverpool, isso é, ao mesmo tempo, um alento e uma perda. Talvez não vejamos aqueles níveis de 2018 a 2022 novamente por um bom tempo — e por isso, em parte, há algo de Guardiola a se agradecer.





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