Texto por Colaborador: Redação 20/02/2026 - 01:30

Jürgen Klopp já disse não à seleção alemã uma vez, mas seu agente deixou no ar uma dúvida: e se o convite vier de novo? Marc Kosicke admitiu ao Transfermarkt que, desta vez, o treinador teria muito mais dificuldade em resistir.

A lealdade sempre foi uma das marcas registradas de Klopp — e também um dos motivos pelos quais ele é reverenciado em cada clube que passou: Mainz, Borussia Dortmund e Liverpool. Foi justamente esse compromisso que o fez declinar do convite da seleção alemã em 2023. Na época, o técnico preferiu ficar nos Reds para liderar uma reconstrução do elenco após um decepcionante quinto lugar na Premier League. O investimento valeu: chegaram Dominik Szoboszlai, Ryan Gravenberch, Alexis Mac Allister e Wataru Endo, e o Liverpool brigou pelo título inglês e conquistou a Copa da Liga na última temporada de Klopp.

Quando ele deixou o clube, no verão seguinte, Julian Nagelsmann já havia assumido o comando da Die Mannschaft no lugar de Hansi Flick, e a janela havia se fechado.

Hoje afastado do futebol de clube para exercer o cargo de Chefe Global de Futebol da Red Bull, Klopp vive um momento diferente. E Kosicke foi direto: "Jurgen sente-se muito ligado a este país. A questão nem sequer se coloca neste momento." Mas emendou: "Não acho que ele sinta que precisa fazer isso pelo menos uma vez. Em vez disso, ele sente uma obrigação, que não poderia sempre dizer não ao trabalho."

O contrato de Nagelsmann vai até 2028, mas uma Copa do Mundo abaixo das expectativas tem o poder de antecipar qualquer mudança no banco alemão.

Kosicke ainda revelou que, antes de ingressar na Red Bull, o interesse em Klopp era amplo: "Jurgen poderia ter treinado os Estados Unidos ou a Inglaterra. Provavelmente a Alemanha também, se Julian Nagelsmann já não tivesse estado lá. Até o Chelsea e o Manchester United demonstraram interesse, embora Jurgen tenha deixado claro que não treinaria nenhum outro clube na Inglaterra. Essas sondagens não pararam."

Questionado se Klopp, com nove títulos relevantes na bagagem, sentiria a carreira incompleta por nunca ter comandado sua seleção, o agente foi filosófico: "Jurgen disse relativamente cedo que poderia ter sido um técnico fantástico mesmo sem nunca ter treinado o Bayern de Munique ou o Real Madrid. Ele queria muito ganhar a Liga dos Campeões, mas não achava que ganhá-la três vezes o tornaria melhor ou mais feliz. Ele está incrivelmente feliz com o que conquistou e continua sendo maravilhoso entrar para a história como um dos poucos treinadores que comandaram apenas três clubes e nunca foram demitidos."

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