Texto por Colaborador: A. Rother 14/06/2026 - 01:30

Jude Bellingham e Morgan Rogers não pouparam elogios a Jordan Henderson, classificando o experiente meio-campista como a melhor pessoa que já cruzou seus caminhos no ambiente do futebol. Embora as virtudes do jogador de 35 anos como atleta e capitão sejam amplamente consagradas pela torcida do Liverpool, sua presença na convocação para o English Team acabou sendo alvo de duras críticas por parte de diversos torcedores da seleção nacional.

A dupla, no entanto, fez questão de rebater os questionamentos, e Bellingham chegou a apontar Henderson como uma peça indispensável no grupo. Quando interpelado pelos canais oficiais da federação inglesa sobre os críticos de plantão, o meia do Real Madrid foi categórico: “Eles não têm a mínima ideia do que estão falando”.

Rogers, jovem talento do Aston Villa, endossou o discurso e definiu o veterano como o melhor sujeito com quem já trabalhou no meio futebolístico, uma visão que foi prontamente compartilhada por Bellingham. Rogers ainda revelou bastidores do convívio do elenco: "Comentamos isso outro dia: se as pessoas fizessem um ranking às cegas das pessoas que gostariam de ver no acampamento, ele estaria entre os cinco primeiros de todos, de todos."

Ainda que sua utilização dentro das quatro linhas seja incerta ou até nula, Henderson alcança a marca histórica de disputar seu sétimo grande torneio internacional, um recorde absoluto na trajetória da seleção inglesa. Bellingham destrinchou os motivos que tornam essa liderança tão vital no dia a dia.

"He é muito engraçado, muito engraçado. Ele é o cara mais engraçado deste acampamento e faz todo mundo rir, ele une todo mundo. Se alguma vez houver um problema que você pense: 'Tenho 22 ou 23 anos, talvez seja demais para mim resolver sozinho', ele fará isso por você. Se houver um problema entre duas pessoas, ele as reconciliará. Ele é o tipo de pessoa a quem até mesmo os funcionários recorrem para resolver problemas", explicou o meia do Real Madrid.

Bellingham também exaltou a postura humilde do companheiro, lembrando que o veterano já ergueu as taças da Champions League e da Premier League como capitão. O jovem astro relatou que, mesmo com esse currículo, Henderson se prontificou a ajudar os companheiros nos treinos recentes de finalização e mantém uma entrega exemplar nas atividades.

"Ele dita a intensidade. Não sei se podemos dizer isso, mas alguns dos jogadores que não atuaram tantos minutos jogaram hoje contra um time local (Miami United) e, sinceramente, quando você o vê em campo, pensa que é a final da Liga dos Campeões. Não entendo como você não consegue admirar isso. Sei que ele é uma figura muito próxima da imprensa e da mídia, e isso talvez tenha dado a eles a oportunidade de criar uma narrativa sobre por que ele está aqui, como ele pôde estar aqui. Mas para nós, aqui dentro, sinceramente, ele é o primeiro nome na escalação", detalhou Bellingham.

Essa influência nos treinamentos e na harmonia do vestiário não chega a ser uma novidade para quem acompanhou o auge de Henderson no Liverpool, reforçando a tese de que o sucesso de um grupo vira a chave a partir de fatores que transcendem a técnica pura. Sem diminuir seu valor técnico do passado, quando viveu momentos de alto nível na Premier League, fica evidente que o grande marco da sua trajetória será o perfil de liderança agregadora em detrimento do status de protagonista técnico.

A caminhada da Inglaterra rumo ao título mundial começa na próxima quarta-feira, dia 17 de junho, em um duelo eletrizante contra a Croácia, agendado para as 16h (de Brasília), na cidade de Dallas.





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