Texto por Colaborador: A. Rother 30/07/2026 - 04:00

Em entrevista à BBC Sport concedida em Nova York, às vésperas do amistoso contra o Wrexham no Yankee Stadium, Billy Hogan, CEO do Liverpool e do Fenway Sports Group (FSG), abordou os principais temas que cercam o clube neste verão de transição.

O primeiro assunto foi o possível investimento minoritário. Na semana passada, a FSG confirmou que um consórcio liderado por Amit Bhatia, empresário britânico-indiano, está em negociações para entrar no clube. Segundo o Financial Times, um acordo avaliaria o Liverpool em mais de £4,5 bilhões. Hogan foi cuidadoso, mas não escondeu o avanço das tratativas: "Neste momento, não diria nada diferente da declaração de que um consórcio liderado, gerido e representado por Amit Bhatia manifestou interesse em um investimento minoritário." O CEO também fez questão de afastar a leitura de que a FSG estaria de saída: "John Henry e a FSG sempre disseram que, se houvesse interesse em um investimento que ajudasse o clube de futebol, eles o considerariam."

Sobre o "ano extremamente difícil" — que incluiu a demissão de Arne Slot, a saída de Mohamed Salah, Andy Robertson e Ibrahima Konaté sem custos de transferência, a saída de Michael Edwards da FSG e rumores sobre Richard Hughes indo para o Al Hilal —, Hogan preferiu olhar para frente: "Transição e mudança são inevitáveis no futebol. Com a chegada de um novo treinador, há um entusiasmo real em torno da mentalidade e da filosofia de Andoni, que os torcedores certamente irão apreciar."

O CEO reforçou a solidez financeira do clube e defendeu o modelo de gestão da FSG: "Estamos muito satisfeitos com a trajetória e a direção do clube — ficamos em quinto lugar no ranking Deloitte Football Money League e tivemos a maior receita (£702 milhões) na Premier League." E acrescentou: "Definitivamente, ainda não atingimos nosso auge. Estamos em uma boa posição para continuar crescendo."

Hogan também falou sobre a equipe feminina, reconhecendo uma negligência passada: "Sendo autocrítico, essa é provavelmente uma área em que talvez tenhamos nos descuidado há alguns anos, mas já mudamos isso. Há um crescimento tremendo no futebol feminino e uma enorme oportunidade daqui para frente."

Ao olhar para a história do clube sob a FSG, o CEO deixou um balanço: "Do que eu diria que mais me orgulho é de o clube estar numa posição financeira tão positiva e sólida. Se voltarmos a 2010, o clube estava literalmente à beira da falência. Agora, tem as bases certas. No fim das contas, o importante é ganhar troféus e eu gostaria que pudéssemos ganhar mais, mas tivemos a sorte de ganhar alguns."





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