Texto por Colaborador: Redação 06/09/2025 - 02:00

A montagem de elenco do Liverpool para a temporada 2025 coloca os Reds em pé de igualdade numérica com Arsenal e Manchester City, mas revela estratégias distintas entre os grandes clubes ingleses na busca pelos títulos.

Com 25 jogadores no plantel principal, o Liverpool conseguiu atingir o que Arne Slot considera "ideal": pelo menos duas opções para cada posição. A distribuição ficou equilibrada entre três goleiros, oito defensores, sete meio-campistas e sete atacantes.

**Arsenal adota estratégia ofensiva**

O Arsenal mantém o mesmo número de jogadores (25), mas com uma distribuição diferente: apenas dois goleiros, oito defensores, seis meio-campistas e nove atacantes. A aposta de Arteta em mais opções ofensivas reflete a busca por finalmente conquistar o título após temporadas como "madrinha".

O investimento líquido dos Gunners superou o do Liverpool, com Viktor Gyokeres sendo a grande contratação para o setor de ataque. A estratégia sugere que o clube não quer mais usar lesões como desculpa para tropeços na temporada.

**Chelsea mantém filosofia do elenco gigante**

Os Blues lideram em quantidade com 28 jogadores, distribuídos em três goleiros, dez defensores, seis meio-campistas e nove atacantes. A política do elenco inchado continua sendo marca registrada do clube, garantindo um banco sempre forte, mas criando inevitáveis problemas de gestão.

O desgaste adicional do Mundial de Clubes promete ser um fator complicador para a estratégia de rotação do Chelsea ao longo da temporada.

**Manchester City aposta na versatilidade**

O City também fechou com 25 jogadores, mas com uma distribuição peculiar: três goleiros, sete defensores, oito meio-campistas e sete atacantes. A estratégia de Guardiola prioriza o meio-campo, onde a versatilidade dos jogadores permite múltiplas formações táticas.

As chegadas de Rayan Cherki e Gianluigi Donnarumma surpreenderam por aparentemente não se encaixarem no perfil típico das contratações de Pep, sugerindo uma mudança na filosofia do clube.

**Vantagens e fragilidades do Liverpool**

A versatilidade se destaca no plantel dos Reds, com Dominik Szoboszlai capaz de atuar como lateral-direito, meio-campista ou meia-atacante. No ataque, a dupla Ekitike e Isak oferece flexibilidade para jogar junto ou se revezar conforme a necessidade tática.

A grande aposta é Rio Ngumoha, de 17 anos, que já demonstrou personalidade ao marcar na vitória sobre o Newcastle em sua estreia. O jovem representa a filosofia do clube de misturar experiência com juventude - o elenco tem idade média de 25,12 anos.

Porém, existe uma preocupação legítima sobre a força do banco de reservas em comparação com a temporada anterior. A saída de jogadores como Luis Diaz, Darwin Nunez, Trent Alexander-Arnold e Harvey Elliott pode ter reduzido as opções de qualidade para rotação.

**O fator desgaste físico**

Com quatro competições pela frente, a diferença pode estar na capacidade de cada clube manter seus jogadores principais em condições físicas ideais. O departamento médico do Liverpool historicamente se destaca nesse quesito, o que pode ser decisivo numa temporada que promete ser uma verdadeira batalha de resistência.

A estratégia de cada clube reflete filosofias distintas: Liverpool busca equilíbrio, Arsenal aposta no ataque, Chelsea na quantidade e City na versatilidade tática. O tempo dirá qual abordagem será mais eficaz na busca pelos troféus da temporada.

Matéria idealziada por This is Anfield

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