Texto por Colaborador: A. Rother 09/04/2026 - 02:00

Jürgen Klopp voltou a falar sobre sua passagem pelo Liverpool — e o afeto pela torcida segue intacto. Em entrevista ao podcast do ex-atacante Peter Crouch, lançado na manhã de quarta-feira, o alemão que comandou os Reds por quase uma década abriu o coração sobre o legado que construiu em Anfield.

Klopp, que recentemente retornou ao estádio para o amistoso entre Liverpool Legends e Borussia Dortmund Legends — que terminou em 2 a 2 —, foi recebido com aplausos de herói. E inverteu o papel de agradecido: "Quero dizer, nos divertimos muito e ninguém, eu digo ninguém mesmo, precisa me agradecer ou algo do tipo, e eu ouço isso com bastante frequência. Porque eu preciso agradecer exatamente pelos mesmos motivos. Eu faço isso o tempo todo quando vejo as pessoas: 'Ah, obrigado por nos apoiarem ao longo dos anos.'"

O técnico que conduziu o clube ao primeiro título da Premier League em 30 anos, em 2020, e à Liga dos Campeões em 2019, não guarda apenas as glórias na memória: "Então, era exatamente o que precisávamos, era o que vivenciamos e era simplesmente a nossa vida. Tentamos fazer absolutamente tudo para sermos o mais bem-sucedidos possível e, às vezes, funcionava, outras vezes não. Falhamos feio, falhamos em momentos cruciais, e o fato é que era isso que eu sempre quis: quando estiver velho, olhando para trás e com um sorriso no rosto."

E resumiu o que aquele período representa: "Ninguém consegue se lembrar desses nove anos sem um sorriso no rosto, porque foi simplesmente ótimo. Tudo, a conexão que tínhamos. Então eu entendo perfeitamente por que as pessoas ficam felizes quando me veem, porque eu defendo este período. E eu fico tão feliz quanto elas quando as vejo, porque elas também defendem este período."

Klopp ainda contou um momento que o emocionou durante a visita: "Ontem, quando vi essas crianças no Centro Comunitário de Anfield, elas tinham 10 anos e disseram: 'Eu te amo mais do que amo meu pai!'. E elas tinham dois ou um ano, ou nem tinham nascido quando eu cheguei!"

Sobre como construiu o Liverpool ao longo do tempo — chegando em outubro de 2015 para substituir Brendan Rodgers —, Klopp foi filosófico: "Tudo precisa de tempo. Na vida e no futebol, ninguém te dá tempo. Tivemos a sorte de dar passos imediatos que todos puderam ver que estávamos indo na direção certa. No início demorou um pouco até conseguirmos vencer uma partida. Empatamos em casa com o West Brom e comemoramos como se tivéssemos ganhado o campeonato mundial. Tudo precisa se desenvolver, precisa crescer, e foi isso que fizemos."

O alemão, hoje chefe global de futebol da Red Bull, também lamentou não ter tido a chance de escalar ao mesmo tempo todos os grandes atacantes que passou pelo clube: "Os jogadores eram fantásticos, mas para ganhar a Premier League, você precisa de jogadores especiais e nós os trouxemos passo a passo, ano após ano. Eu adoraria ter jogado uma temporada completa com Philippe Coutinho, Bobby Firmino, Sadio e Mo. Nossa. Tivemos alguns jogos em que a parceria parecia muito boa e eu tive a impressão de que poderia funcionar, mas todos sabem o que aconteceu."





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