Reprodução Vídeo PrimeOs clubes da Premier League se preparam para um impacto financeiro significativo com a entrada em vigor da proibição de patrocinadores de casas de apostas na parte frontal das camisas a partir da temporada 2026/27. A medida deve reduzir uma das principais fontes de receita para diversas equipes.
De acordo com o The Guardian, a nova regra impede que empresas do setor estampem suas marcas nos uniformes de jogo, o que historicamente representava contratos valiosos, especialmente pelo alcance global e pelo interesse em mercados como o asiático.
No início da atual temporada, mais da metade dos clubes da liga mantinha acordos desse tipo. Ao todo, 11 dos 20 times tinham patrocínios de apostas na parte frontal das camisas, evidenciando a dependência desse modelo comercial.
Com a mudança, clubes fora do grupo dos principais mais ricos enfrentam maiores dificuldades para substituir esses acordos. A estimativa é de que a perda total chegue a cerca de 80 milhões de libras por temporada.
Os efeitos já começam a aparecer no mercado. Alguns clubes têm fechado novos contratos por valores consideravelmente menores, em alguns casos até 50% abaixo dos acordos anteriores com empresas de apostas. Outros optaram por reposicionar patrocinadores existentes, como parceiros de treino ou publicidade em estádios, para a camisa principal, ainda que por cifras reduzidas.
Enquanto isso, equipes como Arsenal, Manchester City, Liverpool e Manchester United tendem a sofrer menos impacto. Com contratos globais consolidados, que giram entre 50 e 60 milhões de libras por ano, esses clubes mantêm uma vantagem financeira relevante.
Diante do novo cenário, algumas equipes buscam alternativas para minimizar as perdas. As regras ainda permitem a presença de marcas de apostas em outras áreas do uniforme, como mangas, o que tem levado clubes a adaptar acordos existentes.
Mesmo assim, a redução nas receitas evidencia uma mudança no modelo de negócios do futebol inglês. Com alguns clubes ainda sem patrocinador principal definido, cresce a preocupação de que equipes iniciem a próxima temporada sem acordos fechados, refletindo o impacto imediato da nova regulamentação.
(Via Tribuna)
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