Texto por Colaborador: Redação 24/01/2026 - 11:12

O Liverpool alcançou um marco inédito ao se tornar, pela primeira vez, o clube mais lucrativo da Premier League. Fundado em 1892, o clube soma uma longa trajetória no futebol inglês e agora adiciona mais um feito à sua história, superando outros gigantes do país como Arsenal, Manchester City e Aston Villa.

De acordo com a mais recente análise da Deloitte na Football Money League, o Liverpool registrou uma receita de 836 milhões de euros, o equivalente a cerca de £702 milhões. Com esse número, o clube ultrapassou todos os demais ingleses no ranking financeiro, consolidando-se no topo nacional.

Esse desempenho ganha ainda mais relevância por ter sido alcançado após a conquista do título da Premier League. O sucesso esportivo e o crescimento financeiro caminharam juntos, mostrando uma combinação que reforça a força da estratégia adotada pelo clube nos últimos anos.

Embora lidere na Inglaterra, o Liverpool aparece na quinta colocação no ranking global. O Real Madrid ocupa o primeiro lugar mundial, com receita de 1,2 bilhão de euros, seguido por Barcelona, com 975 milhões de euros, Bayern de Munique, com 861 milhões de euros, e Paris Saint-Germain, com 837 milhões de euros. Logo atrás do PSG está o Liverpool, com seus 836 milhões de euros.

A ascensão do Liverpool não foi resultado de um movimento pontual, mas de um planejamento de longo prazo. A conquista da liga teve papel importante, mas outros fatores também foram decisivos. O clube expandiu sua marca, fortaleceu sua presença comercial e ampliou seu alcance global.

A modernização contínua de Anfield impulsionou a receita em dias de jogo, enquanto boas campanhas europeias nos últimos anos elevaram os ganhos com transmissões. Além disso, parcerias comerciais se tornaram mais valiosas à medida que a imagem do clube se consolidou internacionalmente.

A estrutura financeira do Liverpool é sustentada por diferentes frentes que atuam em conjunto: a renda gerada nos dias de jogo em um estádio modernizado, a forte receita de transmissões graças ao desempenho doméstico e europeu, e acordos comerciais alinhados ao crescimento global da marca.

Embora os rankings financeiros possam parecer distantes da rotina das arquibancadas, eles influenciam diretamente o clube. A receita afeta investimentos no elenco, melhorias no estádio e nas instalações, além de oferecer maior estabilidade em temporadas difíceis.

Para os torcedores, isso se traduz em maior capacidade de atrair jogadores e treinadores de alto nível, mais investimentos em infraestrutura e uma competitividade mais sólida no longo prazo. Também há um fator simbólico, já que o sucesso financeiro reforça o reconhecimento do clube no cenário global.

O ranking também evidencia como as posições podem mudar rapidamente. O Manchester City caiu do segundo para o sexto lugar, com 829 milhões de euros, enquanto o Manchester United desceu para a oitava posição, com 793 milhões de euros, seu pior desempenho histórico na lista. Resultados esportivos fracos e a ausência em competições europeias tiveram impacto direto nessas quedas.

Ainda assim, seis clubes ingleses aparecem entre os dez primeiros do mundo, reforçando a força financeira da Premier League. Arsenal, Tottenham e Chelsea seguem no top 10, enquanto Aston Villa, Newcastle e West Ham também figuram no ranking.

O cenário mostra que, no futebol atual, resultados dentro de campo e gestão financeira caminham lado a lado. Nesse contexto, o Liverpool alcança um feito relevante e consolida sua posição como referência esportiva e econômica na Inglaterra.

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