Texto por Colaborador: A. Rother 30/07/2026 - 01:30

Os chefes de arbitragem das 55 federações nacionais europeias se reuniram na semana passada com dirigentes da UEFA e um representante do International Football Association Board (IFAB) para discutir o uso do VAR — e o diagnóstico foi claro: a ferramenta extrapolou os limites para os quais foi criada.

Quando o VAR foi incorporado às regras do jogo em 2018, a filosofia estabelecida pelo IFAB era de "interferência mínima — benefício máximo", com o objetivo de corrigir apenas erros "claros e óbvios" ou lances graves não vistos pelo árbitro principal, relacionados a gols, pênaltis, cartões vermelhos diretos e erros de identificação.

Após análises extensas, os participantes concluíram que essa filosofia não está sendo respeitada. A UEFA formalizou o entendimento em comunicado: "Foi reiterado que, de acordo com o protocolo, o VAR só deve intervir em situações de erro 'claro e óbvio', ou seja, quando uma decisão do árbitro está flagrantemente incorreta ou quando o árbitro não viu um lance claro. O VAR não se destina a arbitrar novamente o jogo, mas sim a ser um apoio essencial aos árbitros, que devem permanecer no centro de todas as tomadas de decisão."

A entidade também alertou para um sinal específico de uso indevido: "Revisões extensas e minuciosas costumam ser um sintoma que revela que a decisão tomada em campo não estava clara e obviamente incorreta e, portanto, devem ser limitadas."





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