Texto por Colaborador: A. Rother 28/09/2026 - 02:30

A adaptação do Liverpool ao trabalho de Andoni Iraola ainda está em andamento, mas um antigo jogador do treinador no Bournemouth acredita que o processo pode seguir um caminho semelhante ao vivido pelo clube inglês na costa sul.

Tyler Adams, que trabalhou com Iraola no Bournemouth, acompanhou de perto a transformação promovida pelo treinador e identificou semelhanças com o momento atual do Liverpool. Para o meio-campista, as dificuldades enfrentadas nos primeiros jogos fazem parte de uma mudança que exige tempo para que as novas ideias sejam assimiladas.

A transição em Anfield não tem sido simples. O atraso de alguns jogadores importantes durante a pré-temporada e a chegada tardia de reforços contribuíram para o processo de adaptação. Ainda assim, os sete primeiros jogos apresentaram sinais positivos, enquanto o elenco se acostuma às exigências táticas e aos comandos de Iraola.

Adams enfrentou o Liverpool comandado pelo técnico e disputou 88 minutos da partida. Depois do confronto, em entrevista ao Men in Blazers, ele afirmou que a experiência foi curiosa justamente pelas semelhanças entre o estilo apresentado pelos Reds e os treinamentos que vivenciou no Bournemouth.

“Foi uma sensação estranha, para dizer o mínimo. Parecia quase um exercício de treinamento, porque o futebol que eles jogam agora e a maneira como ele está tentando transformar o time me lembrou muito dos nossos treinos de 11 contra 11 antigamente”, afirmou.

O jogador também lembrou de sua chegada ao Bournemouth e do período em que Iraola começou a implementar sua filosofia no clube.

“Quando cheguei ao Bournemouth pela primeira vez, quando estávamos passando por aquele processo de transformação do que ele queria que o clube fosse, e o estilo de jogo, parece que eles estão passando por esse processo agora. Obviamente, uma boa equipe, mas foi estranho.”

Para Adams, a proposta de Iraola é bastante clara e exige comprometimento dos jogadores. O americano descreveu o estilo do treinador como “preto no branco”, marcado por um futebol intenso e caótico em campo, cujo objetivo é pressionar e sufocar o adversário.

Segundo ele, quem não estiver disposto a cumprir essas exigências pode acabar perdendo espaço, já que Iraola buscará jogadores capazes de executar aquilo que pretende dentro de campo.

A experiência no Bournemouth reforça, na visão de Adams, que o Liverpool precisará atravessar esse período de adaptação antes de alcançar o nível desejado pelo treinador. O início do trabalho na costa sul também teve dificuldades antes de as ideias de Iraola começarem a produzir resultados mais consistentes.

“É um processo, você realmente precisa seguir o processo. Todo treinador tem suas filosofias e sabe quando é hora de mudar”, explicou Adams.

O ex-jogador também demonstrou confiança na capacidade de Iraola de fazer sua proposta funcionar.

“O que eu adoro no Andoni é que ele está determinado a jogar dessa forma e que vai funcionar, era apenas uma questão de tempo.”

Adams ainda destacou a importância de criar hábitos dentro do elenco e permitir que o trabalho avance gradualmente.

“Passar por esse processo, criar os hábitos, criar o processo da forma como queremos que os jogos sejam. Com o tempo, nossa sorte mudou e, como todos sabem, quando as coisas se encaixam, tudo se encaixa.”

A comparação serve como um alerta para torcedores e jogadores do Liverpool sobre o período de adaptação ao novo treinador. Para Adams, a transformação exige paciência enquanto Iraola trabalha para estabelecer uma nova identidade em Anfield.

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