Texto por Colaborador: A. Rother 05/08/2026 - 04:30

O motivo pelo qual o Liverpool ainda não apresentou uma oferta formal pelo ponta do Paris Saint-Germain, Bradley Barcola, é simples: as conversas com o clube francês seguem em andamento, ainda em fase de bastidores.

Barcola é a principal prioridade do Liverpool para o último mês da janela, já que o clube busca reforçar o ataque após a saída de Mohamed Salah. Mesmo assim, apesar de o interesse já ser amplamente conhecido, nenhuma proposta oficial foi enviada até o momento.

Segundo Mark McAdam, da Sky Sports, hoje "não faz sentido" apresentar uma oferta na casa dos 100 milhões de libras, valor que o Liverpool considera justo pelo jogador de 23 anos.

"Não adianta fazer uma oferta se eles não acreditam que estão perto de fechar o negócio", disse o jornalista no programa The Transfer Show.

"Se o PSG quer 145 milhões de libras, qual o sentido de fazer uma oferta de 100 milhões de libras? Vai ser rejeitada, não é?"

"Portanto, eles precisam ter algumas conversas sensatas para reduzir um pouco o valor de 145 milhões de libras, porque eles nunca vão pagar isso."

"Sabemos que Bradley Barcola não vê um futuro no PSG e está aberto a uma possível transferência, e o Liverpool seria um destino brilhante para ele."

É natural que o Liverpool relute em se aproximar da avaliação atual do PSG, de 145 milhões de libras, por um atleta que já deixou claro que não pretende renovar — seu contrato termina em 2028.

O papel da negociação por Yan Diomande nesse cenário

O PSG usa como referência nas conversas os valores pagos pelo Chelsea por Morgan Rogers (117 milhões de libras) e pelo Manchester City por Elliot Anderson (116 milhões de libras) — cifra semelhante à que o próprio Liverpool desembolsou há um ano por Florian Wirtz, também 116 milhões de libras. Ainda assim, a distância entre o que o Liverpool está disposto a pagar e o valor pedido pelos franceses continua considerável, com a expectativa de que essa diferença diminua com o tempo até que um acordo seja possível.

O PSG, por sua vez, ainda não fechou as negociações por Maghnes Akliouche, do Monaco, e Mika Godts, do Ajax, e deve preferir garantir esses reforços antes de liberar Barcola, evitando fortalecer a posição de outros clubes vendedores.

A leitura de McAdam expõe bem como costuma funcionar a fase inicial desse tipo de negociação, normalmente conduzida por intermediários em vez dos próprios dirigentes, com um grupo mais amplo avaliando tanto o interesse esportivo quanto os recursos financeiros necessários para fechar o acordo.

Faz sentido, portanto, que o Liverpool evite adiantar os 100 milhões de libras já preparados — postura que pode ter sido reforçada pelo desfecho frustrado da negociação por Yan Diomande, do RB Leipzig. Uma oferta próxima a 100 milhões de euros foi recusada pelo Leipzig ainda no início do verão, antes de o próprio jogador deixar clara sua preferência por outro destino — chegou a sinalizar o PSG, mas acabou optando pelo Real Madrid.

A repercussão negativa em torno da tentativa frustrada de contratar Diomande pode ter enfraquecido a posição de mercado do Liverpool, o que torna compreensível uma abordagem mais cautelosa agora, na negociação por Barcola.





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