Texto por Colaborador: A. Rother 02/11/2026 - 01:30

Andoni Iraola considerou que o início da partida foi determinante para a derrota do Liverpool por 1 a 0 para o Arsenal, neste domingo, em Anfield. Kai Havertz marcou aos 16 minutos, mas o treinador destacou a reação dos Reds depois de sofrerem o gol e avaliou que a equipe criou oportunidades suficientes para conseguir um resultado melhor.

“ Acho que a culpa é principalmente do início do jogo e do período até sofrermos o gol. O começo não esteve à altura do restante da partida. Mas, a partir do 1 a 0, adorei a reação da equipe. Mesmo no primeiro tempo, acho que reagimos muito bem e pressionamos bastante o Arsenal”, afirmou Iraola.

O técnico lamentou as chances desperdiçadas, citando a bola no travessão de Florian Wirtz e a cabeçada de Alexis Mac Allister. Também destacou as oportunidades criadas dentro da área adversária e considerou que o Liverpool deveria ter recebido um pênalti em uma das jogadas.

“Fizemos o suficiente para marcar, mas obviamente não conseguimos. Tivemos a bola no travessão, a cabeçada de Mac Allister que, para mim, foi uma chance muito clara, e acho que também tivemos um pênalti claro a nosso favor. Tivemos muitas situações dentro da área que definitivamente não finalizamos bem”, avaliou.

Iraola contestou principalmente a decisão de não marcar a penalidade em Alexander Isak, que foi segurado quando se preparava para cabecear a bola diante do gol. Para o treinador, o fato de o atacante não ter caído não deveria ter influenciado a arbitragem.

“Acho que o lance do Isak foi pênalti claro. Ele ia cabecear a bola na frente do gol e o seguraram, todo mundo viu a camisa. Não precisa de muito para evitar o Alex, porque a bola passou na frente dele. Não vejo motivo para não ter sido marcado. Talvez porque ele não tenha se atirado ou caído no chão, mas isso não deveria ser motivo para não marcar pênalti”, declarou.

O treinador também comentou o pedido de penalidade em Cody Gakpo. Embora tenha reconhecido que a bola foi longa demais e que o atacante provavelmente não conseguiria alcançá-la, Iraola apontou uma contradição na justificativa para não marcar a infração.

“Entendo o argumento de que a bola foi muito longa e que o Cody não teria conseguido alcançá-la. Mas aí você está basicamente aceitando que o primeiro lance foi pênalti, não é? Então, não pode usar o argumento de duas maneiras diferentes. Portanto, acho que foi pênalti. O lance do Alex também foi”, acrescentou.

Apesar das reclamações, Iraola afirmou que o Liverpool precisa concentrar esforços nos aspectos que pode controlar. O técnico comparou a derrota com o revés diante do Manchester City e citou pequenos detalhes, como o primeiro cartão amarelo recebido por Ryan Gravenberch, que podem fazer a diferença em confrontos equilibrados.

“São pequenos detalhes em jogos tão disputados como este, nos quais cada lance conta. Ainda não tivemos essa sorte nesta temporada, mas vamos ver. A temporada é longa e talvez amanhã tenhamos a nossa vez”, comentou.

Na avaliação do treinador, o Liverpool também precisa corrigir a maneira como começou a partida. Ele reconheceu que o gol do Arsenal saiu após um erro em uma cobrança de tiro de meta e afirmou que, antes de sofrer, tinha a impressão de que os adversários estavam mais próximos de marcar.

“Precisamos controlar as coisas que temos de melhorar para sair vitoriosos nesses jogos equilibrados. Acho que fizemos mais do que o suficiente hoje para marcar. Provavelmente, o que precisamos corrigir é o início do jogo, até sofrermos o gol. É verdade que sofremos quando erramos um tiro de meta”, explicou.

Iraola também voltou a destacar o bom momento do Liverpool depois de ficar em desvantagem. Segundo ele, a equipe teve cerca de 30 minutos de pressão intensa até o intervalo, mas não conseguiu transformar o domínio em gol.

“Desde o momento em que sofremos o gol até o intervalo, tivemos ótimos momentos, uns excelentes 30 minutos. Parecia que íamos marcar. Pressionamos o adversário, colocamos o time na área, mas não tivemos a clareza necessária para finalizar melhor”, analisou.

No segundo tempo, o treinador tentou mudar a configuração ofensiva com as entradas de Rio Ngumoha, Victor Munoz e Dominik Szoboszlai, buscando alternativas para superar a defesa adversária, inclusive com finalizações de fora da área. O Liverpool teve diversas bolas paradas, mas não conseguiu aproveitar as oportunidades.

“Decidi tentar com o Rio, com o Victor e até com o Dom, para ver se conseguíamos marcar com um chute de fora da área, de outras maneiras. Tivemos muitas bolas paradas e não conseguimos marcar. Eles se defenderam muito bem no segundo tempo”, concluiu.

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