Texto por Colaborador: A. Rother 01/07/2026 - 02:00

A eliminação da Alemanha na fase de 32 avos de final da Copa do Mundo reacendeu os rumores sobre o futuro do comando técnico da seleção — e o nome de Jürgen Klopp voltou imediatamente ao debate. O ex-técnico do Liverpool, no entanto, foi categórico ao rebater a especulação.

Os tetracampeões mundiais foram surpreendidos pelo Paraguai em uma disputa de pênaltis dramática em Boston, terminando o confronto em 1 a 1 após a prorrogação para perder por 4 a 3 nas penalidades — a primeira derrota da Alemanha em cobranças de pênaltis na história das Copas do Mundo. No tempo regulamentar, Julio Enciso havia aberto o placar para os paraguaios antes de Kai Havertz empatar. Na prorrogação, Jonathan Tah marcou de cabeça, mas o gol foi anulado pelo VAR. Nas penalidades, Havertz e Nick Woltemade desperdiçaram suas cobranças pela Alemanha, enquanto o Paraguai também falhou duas vezes — por Antonio Sanabria e Fabian Balbuena — antes de José Canale decidir na morte súbita.

Atuando como comentarista na MagentaTV, Klopp foi questionado sobre o que seria necessário para que ele considerasse assumir o comando da seleção. Suas declarações, publicadas pelo Bild, deixaram pouca margem para interpretação: "Ainda não pensei nisso. Como treinador, já me vi muitas vezes nessa situação, em que um grande sonho foi destruído."

O alemão até reconheceu a naturalidade com que seu nome é associado ao cargo, mas foi firme ao encerrar o assunto: "Entendo que, quando se fala em técnico da seleção, meu nome seja mencionado. Mas não é o momento certo para falar sobre isso, principalmente não comigo. Tenho um emprego que realmente gosto. E, pelo que sei, não é um emprego de meio período. O fato é que a Alemanha foi eliminada hoje, e este não é o momento para eu pensar no futuro de Jurgen Klopp."

Klopp ocupa atualmente o cargo de chefe de futebol global da Red Bull, função que, segundo ele mesmo ressaltou, exige dedicação integral.

Do lado da seleção, Julian Nagelsmann também se pronunciou sobre seu futuro após a eliminação. Apesar da derrota, o treinador deixou claro que não pretende abrir mão do cargo por conta própria: "Não sou de fugir da responsabilidade. Não é a primeira vez, mas isso vem acontecendo há algum tempo, desde que começamos a organizar torneios como este, e sim, certamente há algumas coisas básicas que não quero abordar agora. Não sou do tipo de pessoa que senta aqui e diz: 'Vou me demitir agora só porque fomos eliminados'. Se a DFB quiser que eu continue, continuarei, e se não quiserem, podem me dizer."

Vale lembrar que a Alemanha havia terminado em primeiro lugar no Grupo E, apesar de ter sofrido uma derrota por 2 a 1 para o Equador na última rodada da fase de grupos, o que torna a eliminação precoce ainda mais dolorosa para a torcida alemã.





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