Texto por Colaborador: A. Rother 05/09/2026 - 10:25

A transferência de Harvey Elliott para o Valencia no último dia da janela não foi um movimento repentino, mas resultado de uma construção que envolveu tanto o jogador quanto pessoas próximas ao clube. O atacante de 23 anos tinha outras opções de empréstimo, com clubes dispostos a cobrir integralmente seu salário, mas insistiu em ir para Mestalla, mesmo com o Valencia pagando apenas parte dos vencimentos.

Um dos fatores decisivos foi a influência de Giorgi Mamardashvili, goleiro que passou quatro anos no Valencia antes de se juntar ao Liverpool em 2025. Elliott revelou que conversou com o georgiano e recebeu recomendações sobre o ambiente e a torcida: “Giorgi me disse que os fãs são incríveis. Quando as coisas não vão bem, eles te apoiam e ficam com você até o fim. E quando você vence e joga bem, eles são os melhores fãs que você pode ter.”

Além disso, o técnico Carlos Corberán teve papel direto na negociação. Elliott contou que os dois conversaram por telefone antes da conclusão do acordo e que o treinador demonstrou entusiasmo com a chegada, explicando detalhadamente o que esperava dele. O jogador descreveu a oportunidade como uma via de mão dupla: tão importante para sua carreira quanto para o projeto do Valencia.

Somando os conselhos de Mamardashvili e o contato próximo com Corberán, a transferência de Elliott se desenha menos como um empréstimo de última hora e mais como uma decisão planejada. Para um jovem que precisa de minutos regulares no time principal, o Valencia ofereceu exatamente o que ele buscava: confiança, espaço e um ambiente saudável para se desenvolver.

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