Texto por Colaborador: A. Rother 12/07/2026 - 05:00

Dominik Szoboszlai acredita que Andoni Iraola tem condições de colocar o Liverpool de volta nos trilhos, depois de uma temporada marcada pela frustração tanto na Premier League quanto na Champions League.

Sob o comando de Arne Slot, o meio-campista húngaro era peça indispensável em praticamente qualquer função tática, sendo sempre a primeira opção acionada quando algum companheiro se machucava ou cumpria suspensão. Na última edição do Campeonato Inglês, ele atuou os 90 minutos em todas as partidas, com apenas duas exceções, e fechou a temporada como o segundo jogador com mais minutos em campo pelo Liverpool, somando 4.736 — atrás unicamente de Virgil van Dijk.

Agora, com a pré-temporada prestes a começar, Szoboszlai vai se apresentar ao novo comandante do elenco na expectativa de que essa mudança traga o retorno das conquistas.

Em entrevista concedida ao L'Equipe em Budapeste, o jogador afirmou: "Estou convencido de que podemos competir e tenho esperança de que, com o novo treinador, Andoni Iraola, estaremos caminhando na direção certa."

A declaração surgiu no momento em que ele comentava seus sonhos de carreira e o fato de o Liverpool ter ficado atrás do PSG — atual bicampeão europeu — nas duas últimas temporadas de Champions League.

Sobre isso, Szoboszlai foi direto: "Honestamente, quando eu era criança, sempre sonhei em ganhar a Liga dos Campeões, provavelmente mais do que ganhar a Premier League."

E completou: "Mas agora que experimentei um pouco disso, quero muito ganhar a Premier League novamente, porque foi incrível em 2025."

Versatilidade sem reclamação

A chegada de Iraola ao clube tem como missão reverter o momento ruim dos Reds, tanto dentro da Inglaterra quanto no cenário europeu, resgatando a identidade de intensidade que Anfield sempre exigiu de suas equipes.

Nesse contexto, Szoboszlai deve seguir como peça-chave, e ele próprio garante estar disposto a atuar em qualquer setor do campo caso isso beneficie o time.

"Eu poderia facilmente dizer: 'Não quero jogar como lateral; ou vocês me colocam no meio, ou eu não jogo'", disse o húngaro.

"Mas não faço isso porque quero ajudar minha equipe de todas as maneiras possíveis. E quero vencer, independentemente da posição em que sou obrigado a jogar."

Por fim, ele resumiu sua postura dentro do elenco: "Sou um jogador de equipe. Não sou bonzinho demais, acredite. E além disso, sejamos honestos, mudar do meio-campo para a lateral não é realmente difícil."





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