Texto por Colaborador: A. Rother 13/07/2026 - 03:00

A saída de Michael Edwards do Fenway Sports Group nesta semana levanta uma pergunta importante: o que isso representa para as demais contratações feitas pelos donos do clube na cúpula do futebol dos Reds?

Edwards deixou o cargo de CEO de futebol do FSG com efeito imediato na sexta-feira, marcando a segunda vez que ele se afasta da estrutura do Liverpool. A saída acontece depois de os proprietários abandonarem os planos de adquirir outro clube — projeto que, originalmente, havia sido o principal motivo para seu retorno em 2024, com a proposta de liderar um modelo de múltiplos clubes. Sem esse projeto, sua função perdeu o sentido original, e a expectativa é que o FSG nem chegue a contratar um substituto direto, já que o presidente Mike Gordon deve assumir as operações relacionadas ao futebol americano do grupo.

O diretor esportivo Richard Hughes também deve deixar o clube ao fim da atual janela de transferências. Ele havia sido indicado por Edwards, seu antigo parceiro de trabalho e amigo pessoal, há dois anos, e uma possível saída rumo ao Al-Hilal é vista como provável.

Diante desse cenário, cresce a dúvida sobre a estabilidade da estrutura do FSG fora de campo. Mas, segundo James Pearce, do The Athletic, "até o momento, não se preveem mais demissões".

O jornalista se refere especificamente ao diretor técnico do FSG, Julian Ward, ao diretor de desenvolvimento de futebol, Pedro Marques, e ao diretor esportivo adjunto, David Woodfine.

Os três foram indicados — ou recontratados, no caso de Ward e Woodfine — ainda sob a gestão de Edwards, mas a expectativa atual é de que permaneçam em seus respectivos cargos, ainda que suas funções possam sofrer ajustes, especialmente porque Ward e Marques têm papel central na busca do FSG por um novo clube no mercado.

Como aponta Pearce, "suas responsabilidades também incluem os caminhos de desenvolvimento dos jogadores e a planejada reforma da academia, orçada em 20 milhões de libras".

Quem pode assumir a diretoria esportiva do Liverpool?

No caso de Woodfine, existe ainda a possibilidade de uma promoção ao posto de diretor esportivo, já que ele trabalha ao lado de Hughes nos últimos dois anos. Antes disso, ocupou funções como coordenador de olheiros e recrutamento, chefe de projetos de futebol e operações de scouting, além de diretor de gestão de empréstimos no clube entre 2014 e 2023.

Sua trajetória lembra bastante a de Ward, que passou por posições como gerente de olheiros na Europa e depois gerente de empréstimos e parcerias no futebol, antes de se tornar diretor esportivo assistente de Edwards em 2020 — cargo que o levou a substituí-lo dois anos depois, em 2022.

Uma escolha interna faria sentido para o Liverpool, principalmente pela falta de estabilidade que a função de diretor esportivo teve nos últimos anos. Os dois anos de Hughes no cargo vieram depois de um ano e meio de Ward à frente da pasta, e antes disso, menos de um ano com Jörg Schmadtke auxiliando Jurgen Klopp.

O último profissional a ocupar o posto por um período realmente longo foi o próprio Edwards, nomeado oficialmente em 2016 e que permaneceu no cargo por seis anos antes de deixá-lo.





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