Texto por Colaborador: A. Rother 09/04/2026 - 03:00

Mohamed Salah assistiu à derrota do Liverpool para o PSG do banco de reservas — pela segunda vez nos últimos quatro jogos — e desta vez não entrou em campo. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde a partida contra o Leeds, que precedeu seus comentários explosivos sobre o clube.

Enquanto Alexander Isak, Cody Gakpo, Curtis Jones, Andy Robertson e Trey Nyoni eram acionados a partir dos 78 minutos, o maior artilheiro do Liverpool na Liga dos Campeões ficou parado. Na coletiva pós-jogo, Slot explicou a decisão com uma justificativa que resume bem o que foi a noite dos Reds no Parc des Princes.

"Acho que na parte final do jogo, para nós, o importante era sobreviver, e não ter chances de marcar", disse o técnico. "É, nunca se sabe, porque na temporada passada marcamos cinco minutos antes do fim, com Harvey Elliott, quando tirei o Mo de campo, mas acho que desta vez ficamos uns 20 a 25 minutos só na defesa. E o Mo tem muita qualidade, mas para ele ficar 20 a 25 minutos defendendo dentro da própria área, acho que é melhor para ele poupar energia para os muitos jogos que virão nas próximas semanas."

A admissão é reveladora. Slot deixou escapar que o Liverpool passou boa parte do jogo em modo de sobrevivência — não apenas nos minutos finais — e que sequer buscava uma vantagem que tornasse o jogo de volta em Anfield mais administrável. O PSG desperdiçou chances dentro da área que poderiam ter tornado a eliminação inevitável; os Reds tiveram sorte de sair com apenas dois gols de desvantagem.

Salah não vive a mesma temporada de 2024/25, mas mantê-lo no banco enquanto o Liverpool não criava uma única chance real de gol diz muito sobre a abordagem de Slot nessa noite em Paris.





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