Texto por Colaborador: A. Rother 09/04/2026 - 02:30

A escalação com cinco defensores e sem Mohamed Salah chamou mais atenção do que o próprio placar de 2 a 0. Arne Slot passou boa parte da coletiva pós-jogo explicando — e defendendo — a decisão tática que surpreendeu antes mesmo do apito inicial na ida das quartas de final da Liga dos Campeões, no Parc des Princes.

Para o técnico, a lógica era simples: conter a velocidade avassaladora do PSG nas laterais. "Eles têm velocidade em todos os lugares, em todo o campo. Não importa para onde você olhe, você vê velocidade, uma velocidade incrível. Hakimi e Nuno Mendes são uma ameaça ofensiva inacreditável, além de todos os outros. Nós os escalamos com Jeremie Frimpong e Milos Kerkez, então essa foi a ideia por trás disso. Dessa forma, pensei que poderíamos tentar pressioná-los bem alto e de forma agressiva."

Slot, no entanto, admitiu que a estratégia não funcionou quando o Liverpool tentou pressionar alto: "Sempre que tentávamos pressioná-los de forma alta e agressiva, esses eram justamente os momentos em que éramos completamente desmantelados. Acho que isso resultou em cinco ou seis grandes chances para eles. Isso mostra o quão difícil é jogar contra esse time."

Questionado sobre se o 5-3-2 seria algo a se repetir no futuro, Slot relativizou a importância do sistema: "Parece haver muita ênfase no sistema, mas qual a diferença se eu tivesse escalado, digamos, o Rio ou o Cody Gakpo como ponta esquerda? O Milos teve que jogar quase como ponta esquerda enfrentando o Hakimi, e aí sobraram quatro defensores, que é o que costumamos ter. Eu também poderia explicar isso como um 4-3-3 com Florian na direita, Hugo no meio e Milos na esquerda. Pensem bem: e se tivéssemos jogado com pontas de verdade hoje, como teria sido contra Hakimi e Nuno Mendes?"

Sobre a abordagem para o jogo de volta em Anfield, Slot foi direto ao afastar a ideia de repetir a tática: "É claro e óbvio que não vamos usar a mesma tática que usamos hoje à noite." E contextualizou as dificuldades de jogar contra o PSG fora de casa: "Minha primeira pergunta é: você já viu alguma equipe jogando aqui com uma tática que impedisse o Paris Saint-Germain de ter a posse de bola constantemente e criar chance após chance? Eles simplesmente dominam quase todos os adversários que enfrentam aqui. Todas as táticas já foram tentadas aqui, mas o resultado é sempre o mesmo: o Paris Saint-Germain massacrando o adversário."

O técnico depositou esperança na atmosfera de Anfield: "Se você quer pressionar de forma muito agressiva, a torcida pode ser uma grande aliada. A atmosfera vibrante pode te dar aquele algo a mais que às vezes é necessário." E encerrou rejeitando a narrativa de que a formação foi o problema central: "Para mim, essa não é a história do jogo de hoje."





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